Dizes-me que já posso ir… porque mo fizeste saber? Não quero que me digas que posso ir quando não estás, quero que me digas que queres que vá quando estás, que vá ao teu encontro.
Porque sempre me dizes quando chegas e quando partes? 
Quando vou e não te digo nada não é por não te querer ver, não te querer falar, antes pelo contrário… é por te querer, ver, falar, abraçar, olhar os teus olhos e dizer-te, em silêncio o quanto te amo, o quanto te quero na minha vida. O medo que tenho não é de te encontrar, não é de te ver (aliás, vou porque efectivamente te quero ver), o medo é da dor que sei que vou sentir na tua indiferença, na tua rejeição, por não quereres estar comigo, nem um minuto. Em cada vez que vou, sabendo que estás, espero que possa ser diferente de todas as outras vezes, de todas as vezes em que não queres estar comigo. Que queiras estar comigo, que queiras o abraço que tantas vezes me pedes, antes e depois, em palavras apenas escritas. Espero que possa ser diferente, que não haja dor… A dor que vou sentir por confirmar que o que dizes não corresponde à realidade, que quando estou perto, à tua frente, não queres, nunca corres para o meu abraço, não o queres, não queres, como me dizes, para sempre nele ficar. Sou frágil e tu deves saber quanto, acho que me conheces, sou frágil nas tuas mãos… talvez não saibas, talvez não conheças.

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