Digo que não tenho ilusões… mas tenho. Talvez não seja inteligente mas não sou tão burro parece. Em cada “momento de fraqueza” com que me atormentas, iludo-me com as tuas palavras, acredito que possa ser verdade aquilo que nelas creio transparecer, que possam ser momentos teus de lucidez. E faço estas parvoíces como esta de comprar bilhetes para irmos juntos a um ou dois espectáculos… e fico à espera que digas que sim, que vens… que venhas, até ao último momento espero que apareças… que me surpreendas, sabendo perfeitamente que nunca virás, que eu não sou para ti o que és para mim, que não sou quem queres ter ao teu lado nos espectáculos da tua vida. E, no entanto, espero, ansiosamente, com este aperto que me esmaga o peito, que venhas, que me digas que queres estar comigo hoje e sempre. Não tenho ilusões, mas vivo na esperança de poder viver a ilusão que não tenho.
Um beijo, minha flor, meu único, eterno amor.
(E estive aí… na esperança de te poder encontrar, de poderes querer vir comigo.)
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