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Já desisti há muito tempo… há 1 ano e meio deixei de acreditar, numa noite que passei acordado à tua espera, na esperança que quisesses o meu abraço para sempre da mesma forma que eu quero o teu. Acho que até aí acreditei que poderias querer o meu amor na tua vida, que serias capaz de encontrar em mim a felicidade que eu sei apenas poder encontrar em ti. Até aí acreditei que ainda era possível envelhecer ao teu lado. Desisti. Deixei de acreditar que algum dia será possível. No entanto não deixei de sentir, da mesma forma que não deixei de sentir há 11 anos. Não se apagou o que sinto. Continuo a amar-te, a ti, a minha flor, única no mundo. Continuo a pensar em ti, num nós que não existe, todos os dias. A falar sozinho contigo, por vezes a escrever-te, em conversas que apenas repetem até à exaustão tudo aquilo que já te disse tantas vezes. A mágoa, a dor, continuam a consumir-me todos os dias. A angústia de ter perdido uma vida por escolhas erradas continua cá todos os dias. Já não tenho 20 anos… não tenho ilusões acerca do que esperar da vida… Só temos uma vida e se é verdade que tive a felicidade de poder ser feliz nos teus braços, morro todos os dias quando penso em tudo o que não pude e sobretudo não poderei viver com a única pessoa que sei que me completa. Acredito no Amor… em duas almas se completarem numa só, sei que isso só acontece uma vez na vida, como vês no exemplo que tiveste em casa. Continuo a acreditar nas tuas palavras, a acreditar que vieram do coração, que no meu abraço serenas. Acredito que vivemos relações e podemos ser felizes em todas elas, que és feliz na tua, mas que a comunhão de duas almas apenas acontece uma vez na vida. Pode ser uma irracionalidade ou até uma doença não entender que não possa ser assim, ou que assim seja para ti com outra pessoa. Desisti de nós há muito tempo, mas continuo a amar-te, e esse amor, por muito tempo que passe renova-se cada vez que me olhas nos olhos. Continuo todos os dias a ter saudades nossas.


Só tu me podes fazer bem, só tu me podes fazer completamente feliz. Cada abraço teu (ainda que virtual e agora já nem isso), era uma gota de felicidade nos meus dias, porque sabia que o sentias. Cada palavra tua (que agora raramente tem vindo) é o momento do meu dia. Sofro quando não me falas, com a tua ausência e sofro quando me falas, por essa mesma ausência, sofro sobretudo pela certeza dessa ausência para o resto da vida. Só a tua presença me poderia fazer bem, só tu me poderias fazer bem, só a tua ausência me desespera por sentir o desperdício que é viver sem o essencial. O essencial para mim és tu, só tu, eternamente tu, e sei que o sabes, que o vês (ou viste) nos meus olhos, que o sentiste no meu abraço, apesar desse não ser o teu abraço.

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