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Em Junho, vi a tua irmã, o teu pai, o teu cunhado e o teu sobrinho… tão crescido… já não o via há um ano… é natural que tivesse crescido…


Queria ter deixado o livro. Levei-o para to deixar mas não consegui dizer nada, não o consegui fazer… tinha acabado de o ler, li-o… finalmente ao fim deste tempo todo… não consegui ler na altura… porquê? Não sei. Não tinha cabeça, não conseguia concentrar-me na leitura de um livro que era teu, talvez nem em outro qualquer. Agora li apenas… de ponta a ponta, uma história na Barcelona que hoje é tua, onde encontraste a tua metade, como o Daniel encontrou a Bea. A cidade onde vives esse amor de uma vida.


 


Porque te falo? Porque entabulo monólogos com alguém que não está, que não existe, que não me responde? Porque escrevo apenas para depois apagar estas palavras que nunca lerás? Porque espero que possas responder ao que não lês, ao que não ouves, e sobretudo ao que não sentes? Sim. Apenas palavras ao longe, sem sentido, sem um olhar trocado. Longe da vista… talvez seja assim, talvez não. Talvez nem longe nem perto. Talvez um olhar não seja nada, talvez seja tanto como um abraço de nada…

Comentários

  1. Hoje não tinha o livro comigo. Pode ser que na próxima vez ti possa devolver. Beijo-te. Abraço-te.

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