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“Vou andando por ai, sobrevivendo á bebedeira e ao comprimido”, “à espera do fim”. “Já houve tempos em que eu tinha tudo não tendo quase nada.”


Fazes-me falta… Não te vejo apesar de te procurar. Não tenho nos meus dias aquele, único abraço em que a minha alma se reencontra, em que consigo serenar.


 


Amo-te…. Não que isso importe nada. Não vale nada, não é nada. Se a tua felicidade passa por aí, por víveres a vida que vives, o amor que vives, nada importa o que eu possa sentir ou querer. Nada importa querer-te na minha vida, continuar a sonhar uma família contigo.  Nada importa… o que importa és tu, o homem que escolheste para ser família, para estar ao teu lado na vida, para estar aí ao teu lado, nessa cama, ao adormecer e ao acordar, que escolhes beijar e abraçar, que escolhes para te tocar a pele… é o homem que desejas , o corpo que queres no teu, ao teu lado e dentro de ti.


Dói, é certo, não ser o meu abraço que desejas, não ser o meu beijo que queres ao adormecer. Faz doer o peito,  faz chorar o coração e mata a alma… (só por ti chorei… e voltei a chorar anos depois… só tu tens esse poder).


A minha vida é tua se a quiseres… não queres, sirvo para o que sirvo… 


Resta-me apenas sentir a eterna desventura de viver… sem voltar a sentir um beijo teu, de viver sem o teu abraço na minha vida. Resta-me ficar à espera do fim.

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