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Não estarei lá… não te vou ver nem abraçar. Não vou trabalhar nesse dia, resolvi fazê-lo para que, se quisesses, pudesse estar contigo o tempo que fosse preciso, na esperança que pudesse estar contigo um pouco, talvez levar-te a casa… ou para, se não quisesses, poder estar longe e não te incomodar ou ceder à tentação de ir ter contigo. Não irei, ficarei no meu canto, ansioso com a tua ansiedade, com o coração apertado, com medo pelos teus medos. Sei que vais estar bem, bem melhor do que estarias se eu estivesse. Estarás com quem te fará serenar mais do que eu conseguiria, com quem te dará o teu Abraço, onde serenas e descansas a alma.


(e dói, muito... estou aqui e estarei cá sempre para ti, sempre que precisares, enquanto viver. à espera, desesperado, sem esperança num futuro onde exista o Abraço… o meu coração não cala, não perde, no entanto, a esperança de que um dia possas voltar a sentir o que um dia sentiste por mim. sei que é irreal, que vives um verdadeiro amor, pleno… e que esse sentimento não termina, não acaba nunca, que quando se encontra não se perde… vive-se, as almas unem-se para sempre.)

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